domingo, 10 de março de 2019

Brasil perde um dos maiores estadistas da história nacional

O Brasil perde um dos maiores estadistas da história
"Não vamos desistir do Brasil"

No dia 13 de agosto o Brasil foi surpreendido com a notícia de que o avião usado pelo
ex-governador de Pernambuco e candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à
Presidência da República, Eduardo Campos, havia caído em Santos no litoral de São
Paulo. As primeiras notícias eram de que junto com ele estavam além da sua comitiva
a esposa e um dos filhos. Mais tarde a presença de Renata Campos e um de seus filhos
foi descartada, ambos partiram de outro voo com o assessor Rodrigo Molina. A
candidata a vice de Campos, Marina Silva, também não estava presente.

Além do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, estava no voo o assessor de
imprensa do presidenciável, Carlos Augusto Percol e o assessor Pedro Almeida
Valadares Neto, o fotógrafo Alexandre Severo junto com o cinegrafista Marcelo Lyra e
os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins.

Em nota no Facebook, Dilma disse que "Brasil está de luto" e lembrou convivência com
Campos durante governo Lula e a última vez em que esteve com ex-governador.
"Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna.
Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências
políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa
convivência", afirmou a presidente na nota. No fim do texto, Dilma lembrou o luto
oficial de três dias decretado em função da morte do político.

Candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, também usou a internet para
manifestar seus sentimentos. “O Brasil perde um dos seus mais talentosos políticos,
que sempre lutou com idealismo por aquilo em que acreditava”, afirmou Aécio no
texto divulgado em sua página oficial no Facebook.

Segundo informações da Aeronáutica o mau tempo causou forte chuva e muitos
ventos na região, o piloto não conseguiu enxergar a pista e foi obrigado a arremeter.
Após a manobra o controlador aéreo perdeu contato com o avião. Aproximadamente
dez minutos depois a notícia de que a aeronave havia caído em Santos foi recebida
pela Aeronáutica.

Uma busca minuciosa por cada fragmento do avião foi realizada por mais de 40
pessoas na área de 120 metros quadrados. Através dessa busca será possível descobrir
a causa do acidente. A Aeronáutica pretende remontar a aeronave para que com
maior eficácia seja apontada a causa do acidente.

No fim da quarta-feira (13) peritos acharam o gravador de voz da cabine do Cessna
560XL e foi possível constatar que não foi feita a gravação das conversas do voo.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) órgão da Força
Aérea Brasileira (FAB) é o responsável para tentar descobrir o que provocou a queda do
avião. Até o momento são várias as hipóteses para o acidente. Cerca de 30 agentes da
Polícia Federal e peritos da Aeronáutica trabalham com o auxílio de dois técnicos
norte-americanos da empresa Cessna, proprietária do jato.


O adeus a Eduardo Campos

Uma multidão seguiu por mais de duas horas no Centro Histórico de Recife o cortejo
fúnebre de Eduardo Campos que foi enterrado sob aplausos às 18:30 no Cemitério de Santo
Amaro. Os restos mortais do presidenciável foram colocados no jazigo da família Arraes.
A cerimônia de sepultamento foi acompanha por cerca de 160 mil pessoas que se
aglomeraram encima de árvores, sobre túmulos e alamedas para se despedir do ex-
governador de Pernambuco.

Quando o caixão de Eduardo Campos chegou ao cemitério fogos de artifícios fizeram a
recepção. Antes do enterro palmas e gritos com os dizeres “Eduardo guerreiro do povo
brasileiro” eram o adeus do povo ali presente. A cerimônia foi antecedida por toque de
clarinete e estouro de foguetes que duraram mais de dez minutos que iluminaram o céu de
Recife. A multidão gritava pedindo justiça e que as causas do acidente sejam
esclarecidas.

O clima eleitoral também esteve presente aos atos. A presidente Dilma Rousseff foi
vaiada em frente ao palácio, mas logo palmas abafaram os críticos. No cemitério,
houve gritos de "Fora Dilma, agora é Marina". Sob aplausos e vinte minutos de fogos
de artifício, Campos foi enterrado.

O presidenciável, Aécio Neves, também esteve presente no funeral de Eduardo Campos.
Durante a cerimônia, Aécio Neves e Dilma chegaram a ficar próximos no palco das
autoridades. Sentado entre eles estava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao final do velório, Aécio, junto com Dilma e Lula, foi abraçar os membros da família de
Campos. Os filhos do ex-governador agradeceram o apoio.
Camisetas com a frase "Não vamos desistir do Brasil", frase dita pelo então
presidenciável na véspera da morte, em uma entrevista ao Jornal Nacional, estava
estampada em camisetas distribuídas ao público. Os familiares também vestiam a
camiseta com os dizeres, que serão o slogan de campanha do PSB daqui por diante.

Obs: Matéria produzida em agosto de 2014 e publicada na Revista Nova Oportunidade de circulação em Planaltina-DF, Sobradinho-DF, Paranoá-DF, Formosa-GO e Planaltina de Goiás-GO.

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